RN gera 716 empregos no primeiro semestre de 2026 e registra 2º pior saldo do país

Por redacao@rd24.com.br | 30/07/2026 11:46

O Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com a criação de apenas 716 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado representa uma queda de 89,4% em comparação com o mesmo período de 2025, quando o estado havia registrado saldo positivo de 6.744 vagas.

Entre janeiro e junho, foram contabilizadas 122.902 admissões e 122.186 desligamentos, mantendo o saldo positivo, porém em um ritmo muito inferior ao do ano passado. Com esse desempenho, o Rio Grande do Norte aparece com o segundo pior resultado do Brasil e do Nordeste, ficando à frente apenas de Alagoas, que registrou saldo negativo de 8.215 empregos.

Os números mostram uma desaceleração ao longo do semestre. Em janeiro, o estado criou 1.357 vagas, mas registrou saldo negativo em fevereiro, com perda de 2.095 postos de trabalho. Em março, voltou a apresentar crescimento, com 1.254 vagas, enquanto abril fechou com saldo negativo de 313 empregos. Maio teve saldo positivo de 226 vagas e junho encerrou com a criação de 287 empregos formais.

Somente em junho, o resultado foi obtido após 19.584 admissões e 19.297 desligamentos. Na comparação com o mesmo mês de 2025, quando haviam sido abertas 1.472 vagas, o saldo sofreu retração de 80,5%.

Entre os setores da economia, o desempenho de junho foi impactado principalmente pelos serviços, que fecharam 587 vagas, revertendo o saldo positivo registrado no mesmo período do ano anterior. A construção civil também apresentou resultado negativo, com perda de 425 postos de trabalho, enquanto a indústria praticamente ficou estável, encerrando o mês com saldo negativo de duas vagas.

O comércio foi um dos poucos segmentos a manter saldo positivo em junho, com a abertura de 250 empregos. Já a agropecuária registrou o melhor desempenho do mês, criando 1.051 vagas, impulsionada pelas atividades sazonais.

No acumulado do primeiro semestre, o setor de serviços liderou a geração de empregos no estado, com saldo de 4.386 vagas. A construção civil somou 1.189 empregos e o comércio registrou 477 postos de trabalho. Em contrapartida, a indústria encerrou o período com saldo negativo de 1.108 vagas, enquanto a agropecuária acumulou perda de 4.543 empregos, reflexo do encerramento das atividades sazonais iniciadas no começo do ano.

Brasil também desacelera

Em todo o país, o mercado formal de trabalho permaneceu positivo em junho, com saldo de 145.161 empregos com carteira assinada. No acumulado do primeiro semestre, foram criadas 921.645 vagas formais, número cerca de 25% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o saldo havia sido de 1.229.107 empregos.

O setor de serviços liderou a geração de empregos no Brasil, seguido por construção civil, indústria e agropecuária. O comércio foi o único grande setor a encerrar o semestre com saldo negativo.

No ranking nacional, São Paulo liderou a criação de empregos formais no primeiro semestre, seguido por Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. No Nordeste, os melhores desempenhos foram registrados na Bahia e no Ceará.

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