
O comércio formal do Rio Grande do Norte movimentou R$ 73,395 bilhões em receita bruta de revenda de mercadorias ao longo de 2024, de acordo com a Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor também foi responsável pela ocupação de 126.157 pessoas no estado.
Do total da receita registrada, R$ 40,097 bilhões foram gerados pelo comércio varejista, R$ 25,163 bilhões pelo comércio atacadista e R$ 8,134 bilhões pelo segmento de veículos automotores e motocicletas.
A pesquisa mostra ainda que o Rio Grande do Norte contabilizou 20.880 unidades locais de empresas comerciais com receita de revenda em 2024. Juntas, essas empresas desembolsaram R$ 3,490 bilhões em salários, retiradas e outras formas de remuneração.
O comércio varejista concentrou a maior parte das empresas do setor, com 15.832 unidades, representando 75,8% do total. Na sequência aparecem o comércio atacadista, com 2.652 unidades (12,7%), e o comércio de veículos automotores e motocicletas, com 2.396 unidades (11,5%).
O varejo também liderou na geração de empregos, reunindo 89.769 trabalhadores. O comércio atacadista ocupou 22.453 pessoas, enquanto o segmento de veículos automotores e motocicletas empregou 13.935 trabalhadores.
Outro dado destacado pelo IBGE foi a margem de comercialização, que ultrapassou R$ 15,360 bilhões em 2024. O indicador corresponde à diferença entre a receita líquida de revenda e o custo das mercadorias revendidas. Desse total, 66,1% vieram do varejo, 24,6% do atacado e 9,3% do comércio de veículos e motocicletas.
Em relação aos rendimentos, o levantamento aponta que o salário médio no comércio potiguar foi de 1,5 salário mínimo em 2024. No comércio atacadista, a média foi de 1,7 salário mínimo, acima da registrada no varejo e no comércio de veículos automotores e motocicletas, ambos com média de 1,5 salário mínimo.
Segundo a metodologia do IBGE, são consideradas empresas comerciais aquelas cuja principal fonte de receita bruta é a compra e revenda de bens novos ou usados, sem transformação significativa dos produtos. A pesquisa não inclui atividades como serviços de manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas, comércio ambulante e outros tipos de comércio varejista.