Veterinário é alvo de operação por suspeita de desviar cetamina para mercado ilícito em Natal

Por redacao@rd24.com.br | 24/07/2026 16:11

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nas primeiras horas desta sexta-feira (24), a Operação Dose Dupla, em Natal. A ação tem como objetivo combater os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. O principal alvo da investigação é um médico veterinário suspeito de desviar cetamina, medicamento de uso controlado, para abastecer o mercado ilícito de drogas.

Segundo as investigações, o veterinário teria adquirido, ao longo de vários anos, grandes quantidades de cetamina em volume considerado incompatível com o exercício regular da atividade profissional. A polícia apura que a substância era comprada sob justificativa de uso veterinário e, posteriormente, desviada para consumo recreativo.

As investigações contaram com apoio técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que constatou que a quantidade de cetamina adquirida era incompatível com a rotina da atividade veterinária. De acordo com os investigadores, essa constatação reforçou os indícios de que o medicamento estava sendo destinado a fins ilícitos.

No decorrer das diligências, outros suspeitos de integrar o esquema criminoso foram identificados. Conforme a polícia, eles seriam responsáveis pelo recebimento, distribuição e comercialização da substância.

A Polícia Civil e a Polícia Federal informaram que as investigações continuam para esclarecer todos os fatos e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Caso sejam condenados, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, cujas penas somadas podem chegar a 25 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

A Polícia Civil orienta que informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

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